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Domingo, 18 de janeiro de 2026
Usando os momentos comuns da sua vida como prática espiritual
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O Buda disse que quando você vê algo, apenas veja, quando você ouve algo, apenas ouça e assim por diante. Quando você prova algo, apenas saboreie. E quando não há "você" interpretando cada uma dessas coisas então você tem a chance de transformar seu sofrimento.
No vídeo dessa semana (clique aqui) Phap Hai ensina que cada um de nós tem coisas que estamos olhando e chamando de realidade quando, na verdade, não é bem uma realidade. Chamamos isso de interpretação de realidade. Ela é baseada em nossas experiências passadas, nossas tendências culturais, nossas tendências ancestrais, seus próprios fatores ambientais, sensibilidades genéticas e assim por diante. Como praticantes, queremos nos interessar e nos conscientizar do fato de que estamos mais interpretando ao invés de estar em contato com a experiência de suporte.
Depois de assistir o vídeo (clique aqui) você pode também ler o texto da transcrição (clique aqui). Lembro que os vídeos tem legenda em português, ajuste a configuração no YouTube.
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Clique aqui para o vídeo
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Ser Zen
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Ser zen é simplesmente quem somos e nada mais. É ser respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
- Monja Coen
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Sinfonia
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O que foi dito [sobre o Zen] é, de muitas maneiras, muito semelhante à arte de ouvir música; se pararmos para considerar nossa reação intelectual ou emocional em relação a uma sinfonia enquanto ela estiver sendo executada, para analisar a construção de um acorde ou nos determos num compasso particular, perde-se a melodia. Para ouvir toda a sinfonia temos que nos concentrar no fluxo das notas e das harmonias à medida que soam, mantendo nossa mente sempre no mesmo ritmo. Pensar sobre o que se passou, imaginar o que virá ou analisar seu efeito sobre nós é interromper a sinfonia e perder a realidade.
Toda a atenção deve ser dirigida à sinfonia, e devemos nos esquecer de nós mesmos; se qualquer tentativa consciente for feita para nos concentrarmos na sinfonia, a mente é levada à deriva pelo pensamento em si mesmo, tentando se concentrar. Foi por esta razão que Chao-Chou contou ao monge que se tentasse entrar em contato com o Tao, afastar-se-ia dele.
- Alan Watts (do livro "O espírito do Zen")
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Livro Sugerido
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Sobre Thich Nhat Hanh
Thich Nhat Hanh, monge budista vietnamita, poeta e ativista dos direitos humanos. Em 1967 foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King. Autor de mais de 60 livros. Com idade avançada, após sofrer um AVC, Thich Nhat Hanh passou a morar em um monastério no Vietnã e faleceu em 22 de janeiro de 2022. Seus alunos viajam por todo o mundo conduzindo retiros na arte de viver em plena consciência.
Saiba mais sobre Thich Nhat Hanh...
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