Domingo, 13 de fevereiro de 2022

As raízes da raiva



Essa semana sugerimos que você assista ao vídeo (clique aqui) onde Thay fala sobre as raízes da raiva. Nesse vídeo Thich Nhat Hanh ensina que princípio você pensa que sua raiva foi causada por alguém de fora que apenas algo que ele disse ou fez causou sua raiva. Outras pessoas, quando ouvem ou veem tal coisa, não ficam com raiva como você. porque a semente da raiva nelas é menor. A semente da raiva em você é muito grande, é por isso que você fica com raiva tão facilmente.

É por isso que você deve se ajudar primeiro. As meditações budistas oferecem maneiras muito concretas de reconhecer, abraçar, acalmar e transformar sua raiva. O primeiro passo é aprender a respirar conscientemente, sorrir para a sua própria raiva e a abraçá-la com ternura, como uma mãe abraça o seu filho. A melhor coisa a fazer é praticar a respiração atenta, andar atentamente para cuidar de nossa raiva, e não tentar falar ou fazer algo com a pessoa que pensamos ser a causa de nossa raiva.

Depois de assistir o vídeo (clique aqui) você pode também ler o texto da transcrição (clique aqui). Lembro que os vídeos tem legenda em português, ajuste a configuração no YouTube.

Se desejar pode deixar seus comentários sobre o texto em nosso blog. Basta clicar aqui.



Perdoe-me e me ensine



Às vezes, se não somos suficientemente habilidosos, apesar de nossa boa vontade, criamos sofrimento. Deveríamos aprender a ver as coisas não como boas ou más, certas ou erradas, mas como mais ou menos hábeis, mais ou menos cheias de arte. Em Plum Village, chamamos a raiva e o desejo de estados da mente não hábeis. Se eu te fizer sofrer, não é porque sou mau ou errado, mas porque sou inábil. Perdoe-me e me ensine de forma que eu seja mais hábil na próxima vez.

-- Thich Nhat Hanh (do livro "The Path from emancipation")


Lidando com a dor



Quando nossos pacientes praticam apenas o "ficar com a dor", seu relacionamento com essa dor pode se alterar drasticamente porque a aceitam conscientemente com o intuito de mudar - não como "dor", mas sim como mera sensação a ser enfrentada pelo que é, embora contenha elementos desagradáveis (...), em vez de ficar aprisionado pensando nela e tentando fazê-la desaparecer. Muitas vezes, sem nenhuma tentativa de livrar-se dela, a dor pode com o tempo arrefecer, não raro de maneira impressionante.

Em geral quando você sente que tem um problema "externo" a solucionar e não vê ou não quer ver nenhuma relação possível entre "você próprio" que tenta solucioná-lo e a verdadeira natureza do problema, acaba por não examiná-lo acuradamente, em sua inteireza. Como consequência, você poderá estar, de maneira involuntária, contribuindo para eternizar a situação indesejada, impedindo-a de evoluir e talvez dissipar-se.

-- Dr. Jon Kabat-Zinn